Publicado em 05 de março - Atualizado em 07 de março de 2014

Prefeitura combate fogo que se alastra em tempo de seca

Foto: Divulgação
Foto de uma das áreas incendiadas
Fogo já atingiu uma área de aproximadamente 10 hectares de uma propriedade em Cantagalo
Foto: Mauricio Rocha
Foto do secretário de Ambiente, Nivaldo Talon acompanhando os trabalhos de combate ao fogo
O secretário de Ambiente, Nivaldo Talon (em primeiro plano), acompanha de perto a situação em Cantagalo
Foto: Mauricio Rocha
Foto de uma das áreas incendiadas
Fogo se alastra com maior rapidez por causa da seca

A secretaria do Ambiente, Sustentabilidade, Agricultura e Pesca de Rio das Ostras continua com ações para amenizar os transtornos ocasionados pela queima do solo orgânico (chamado de turfa), em Cantagalo, zona Rural do Município. A turfa é um material de origem vegetal que se acumulou ao longo de milhares de anos, que se decompõe lentamente e que está presente geralmente em regiões de origem pantanosa. Há alguns dias, moradores do Recanto, Nova Cidade, Centro, Costa Azul e Terra Firme têm reclamado do odor forte, característico da queima desse tipo de substância.

Na quinta-feira, 6, o secretário do Ambiente, Nivaldo Talon, juntamente com uma equipe técnica da secretaria, esteve na região afetada para acompanhar de perto as ações de combate aos focos de incêndio. “Tivemos a presença aqui do Corpo de Bombeiros e mesmo sabendo que o combate aos incêndios é atribuição da corporação, fazemos questão de contribuir com o trabalho. Colocamos máquinas e caminhões-pipa para auxiliar e ajudar a amenizar os problemas”, comentou o secretário.

A escassez de chuvas na região e as altas temperaturas registradas nos últimos meses foram cruciais para a propagação dos focos. Ao que tudo indica, o incêndio teve início após uma pequena queimada na localidade do Âncora, há cerca de 20 dias. Em pouco tempo, o vento forte espalhou o fogo para área de aproximadamente 10 hectares, em uma propriedade em Cantagalo. Desde então, os focos de incêndio tornam a surgir no subsolo, dada a alta temperatura e o terreno seco.

Para o engenheiro florestal da secretaria do Ambiente, Ezequiel Moraes, é preciso fortes chuvas para resolver o problema. “Apesar das medidas adotadas pela Prefeitura, como abertura de valas, com intuito de confinar a área de incêndio, e utilização e carros pipas para molhar o solo, somente uma quantidade significativa de água seria capaz de debelar de vez o fogo que continua no subsolo”, destacou o engenheiro.

Quanto à preocupação demonstrada por alguns moradores de que o odor forte tivesse origem na queima de lixo, o secretário é enfático em dizer que Rio das Ostras possui um aterro sanitário localizado em Vila Verde, que é criteriosamente monitorado para manter o tratamento adequado dos resíduos. Nivaldo Talon lembra que o Município atua para coibir as queimadas e pede à população que colabore. Além de ser crime ambiental, a queimada pode desencadear o processo de queima das turfas, com impactos prejudiciais à natureza e às pessoas.

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