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Levantamentos ecológicos comprovam que Rio das Ostras abriga riquezas naturais únicas

Publicada em: 1 de junho de 2005 - 16h40 Por: Departamento de Jornalismo - ASCOM

Como parte das comemorações da Semana do Meio Ambiente, a Prefeitura promoveu, dia 30 de maio, na Câmara Municipal, a apresentação dos levantamentos ecológicos marinho, da Lagoa de Iriry e da flora da ARIE de Itapebussus. Os estudos encomendados pela Prefeitura comprovam que Rio das Ostras abriga riquezas naturais únicas, como algumas espécies raras e ameaçadas de extinção de animais marinhos e de plantas. Os levantamentos realizados por órgãos ambientalistas conceituados servem para que a população conheça melhor o ambiente em que vive e se conscientize da importância da preservação.

Os resultados mostram que, apesar da intervenção humana, não existe um risco sério ao meio ambiente ou situações críticas que não possam ter solução no município, como aponta o levantamento marinho realizado por Ricardo Coutinho, do IAEAPM. A pesca artesanal e, segundo Ricardo, a consciência ambiental demonstrada pelos moradores de Rio das Ostras permitem que o ambiente marinho seja preservado, incluindo espécies raras de animais.

O levantamento realizado na Lagoa de Iriry, por Alex Prast, do NUPEM/UFRJ, comprovou as boas condições sanitárias e ecológicas da Lagoa, que é própria para banho em todos os seus pontos. O pesquisador explicou o porquê da coloração escura da água – resultado da liberação de compostos orgânicos das plantas, processo biológico natural – e a importância da manutenção da vegetação do entorno da Lagoa, que funciona como um filtro natural de impurezas e dejetos. No entanto, ele chamou a atenção para a necessidade de um acompanhamento constante desse ecossistema.

Na ARIE de Itapebussus, os estudos de Anderson Oliveira, da Mayerhorfer & Toledo, mostraram que a área abriga, além de trechos de Mata Atlântica preservada, 14 espécies de plantas ameaçadas de desaparecimento. A conclusão aponta para a grande relevância da preservação da ARIE, por seu valor paisagístico, diversidade de espécies e de habitat e como refúgio para fauna e flora. O levantamento faz parte dos estudos para elaboração do Plano de Manejo da ARIE, que vai indicar como deve ser o melhor uso da área, sem prejuízo ambiental.

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