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Prefeitura desenvolve tecnologia para controle da dengue e outras doenças

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    Vigilância substitui planilhas de papel por tablets, no trabalho de campo, e desenvolve sistemas de monitoramento de focos de Aedes
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    Dados reunidos são processados e servem para planejamento de ações efetivas da Vigilância
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    Tecnologia está sendo usada no trabalho de rotina dos ACEs e agilizando a organização e transmissão das informações
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    A tecnologia avança, mas os cuidados dos moradores com suas residências ainda é essencial para manter as arboviroses sob controle
Publicada em: 11 de setembro de 2026 - 12h32 Por: Departamento de Jornalismo - ASCOM
Vigilância substitui planilhas de papel por tablets, no trabalho de campo, e desenvolve sistemas de monitoramento de focos de Aedes Foto: Ákilla Ribeiro
Dados reunidos são processados e servem para planejamento de ações efetivas da Vigilância Foto: Matheus Müller
Tecnologia está sendo usada no trabalho de rotina dos ACEs e agilizando a organização e transmissão das informações Foto: Ákilla Ribeiro
A tecnologia avança, mas os cuidados dos moradores com suas residências ainda é essencial para manter as arboviroses sob controle Foto: Matheus Müller

Vigilância substitui as planilhas de papel por tablets no trabalho de campo e desenvolve sistemas de monitoramento de focos de mosquitos e censo animal

A Vigilância Ambiental de Rio das Ostras, ligada à Secretaria de Saúde, vive um processo de transformação tecnológica para proteger a população da dengue e outras zoonoses. O Setor de Informação da Vigilância Ambiental desenvolveu sistemas inéditos no Município, que permitem a substituição das antigas planilhas de papel por tablets, utilizados no trabalho de campo dos Agentes de Combate às Endemias – ACEs. Entre outras melhorias, as ferramentas vão agilizar e dar mais precisão ao trabalho da Vigilância.

Um dos braços da Vigilância em Saúde, a Vigilância Ambiental tem um papel central no combate a insetos e animais que transmitem doenças, incluindo o mosquito da dengue (Aedes aegypti).

Avançando nesse trabalho, o Setor de Informação da Vigilância Ambiental desenvolveu e passa a utilizar duas novas ferramentas tecnológicas: o Boletim de Campo Eletrônico (e-FAD) e o Censo Animal.

BOLETIM ELETRÔNICO – A população vai perceber que, agora, os ACEs visitam os imóveis portando tablets, onde são inseridos os dados coletados, de forma detalhada, por meio do Boletim de Campo Eletrônico (e-FAD).

Projetada para atender às necessidades reais do trabalho de campo, as ferramentas permitem que os agentes reúnam os dados no e-FAD, mesmo em locais sem acesso à internet ou sinal de celular. Essa autonomia operacional garante que o levantamento de informações essenciais ocorra sem interrupções, de forma prática e automática, reduzindo erros.

O diferencial é a automação inteligente: ao final de cada jornada, os dados coletados nos tablets são transmitidos, via Bluetooth, aos supervisores e, posteriormente, processados automaticamente pelo Setor de Informação, que gera uma planilha pronta para análise. Nela, é possível filtrar informações por localidade, ciclo, data, servidor, área de atuação e diversos outros critérios, em poucos segundos.

Esses mesmos dados também alimentam automaticamente o Painel da Vigilância em Saúde, outro sistema desenvolvido pela própria equipe, permitindo que gestores acompanhem praticamente em tempo real tudo o que está acontecendo no Município.

“Essa tecnologia elimina a dependência de processos manuais lentos e ainda alimenta o nosso Painel da Vigilância em Saúde em tempo real. Como resultado, a Gestão Municipal substitui estimativas defasadas por decisões baseadas em informações precisas, atualizadas e concretas”, explica Jorgito Pinheiro, Diretor da Vigilância Ambiental e chefe direto da equipe do Sistema de Informação.

Para o planejamento de Saúde Pública, a modernização traz ganhos estratégicos. O e-FAD permite uma resposta ágil contra focos de mosquitos e uma distribuição mais inteligente das equipes. Essa eficiência operacional garante que as ações sejam direcionadas exatamente para as áreas que apresentam maior risco.

Além da inteligência de dados, o Município colhe frutos importantes na gestão de recursos públicos. A implementação do e-FAD promove uma economia significativa ao reduzir, por exemplo, o uso de aproximadamente 500 folhas de papel por semana, o que diminui drasticamente os custos com impressão, armazenamento e organização de documentos físicos. A sustentabilidade e a desburocratização tornam a estrutura administrativa da Vigilância muito mais ágil e responsável.

CENSO ANIMAL – O Censo Animal é outra tecnologia desenvolvida integralmente pela equipe do Sistema de Informação da Vigilância Ambiental, para facilitar o levantamento de informações sobre a população animal do Município e fornecer dados confiáveis para o planejamento das ações de Saúde Pública.

Durante as visitas domiciliares, os agentes registram diretamente no aplicativo informações sobre os animais existentes em cada residência. O sistema foi criado para ser simples e prático, permitindo que o trabalho seja realizado em qualquer localidade, mesmo sem dados de internet ou celular. Ao final do expediente, as informações coletadas serão processadas para gerar uma planilha completa para análise.

Com isso, o Município consegue consultar rapidamente informações como: quantidade de animais por localidade (equinos, pássaros, aves, suínos, cães, gatos, dentre outros); espécies existentes em cada região; animais passíveis de transmitir doenças; quantidade de cães e gatos – quais foram vacinados contra a raiva e quais foram castrados; além de outras informações importantes para o planejamento da Vigilância em Saúde.

Os dados permitem que a gestão conheça, com muito mais precisão, a realidade para planejar campanhas de vacinação antirrábica, programas de castração, ações educativas, controle de zoonoses e distribuição das equipes, de forma muito mais eficiente.

TESTES – O processo de criação dessas ferramentas foi marcado pela colaboração e rigor técnico. Antes da implantação definitiva, as soluções passaram por meses de testes em campo, com grupos de controle, garantindo que as sugestões dos agentes fossem incorporadas para ajustar o sistema às demandas cotidianas.

Esse compromisso com o aprimoramento contínuo reflete uma cultura institucional voltada à inovação e à melhoria dos serviços prestados.

“Quem mais se beneficia com essa modernização é a população de Rio das Ostras, ao tornar a Vigilância em Saúde mais eficiente, rápida e organizada. É preciso destacar o empenho da equipe, que se compromete a fazer um trabalho melhor a cada dia, visando a saúde preventiva e qualidade de vida dos moradores”, diz Nirvana Braga, superintendente de Vigilância em Saúde do Município.

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