Resíduos sólidos têm tratamento adequado em Rio das Ostras
Publicada em: 1 de agosto de 2013 - 15h55 Por: Departamento de Jornalismo - ASCOMLixo domiciliar e restos de construção civil são levados para a Central de Tratamento, enquanto material da poda e corte de árvores vira composto orgânico
Em Rio das Ostras, a produção de lixo domiciliar é uma grande preocupação, tanto que a gestão de resíduos foi tema central na 8ª Conferência Municipal de Meio Ambiente, que aconteceu neste sábado, dia 3. No Município, o trabalho de coleta é feito de maneira regular e cobre todas as localidades. Além disso, a cidade possui um aterro sanitário licenciado que chega a processar 115 toneladas de resíduos por dia. Em datas de grande movimentação turística, esse número pode chegar a 180 toneladas diárias. Muita gente se preocupa apenas com um eficiente sistema de coleta e poucos têm interesse sobre o destino do material descartado em forma de resíduos sólidos, ou seja, tudo aquilo que genericamente se costuma chamar de lixo, ou seja, materiais considerados sem utilidade, supérfluos ou perigosos, gerados pela sociedade.
A Secretaria do Ambiente, Sustentabilidade, Agricultura e Pesca da Prefeitura de Rio das Ostras, responsável pelo trabalho de coleta de lixo no município, administra uma Central de Tratamento de Resíduos Sólidos, como parte de um projeto de gerenciamento que busca tratar em um só lugar os resíduos domiciliares e públicos, que tem como principais origens a varrição de ruas e limpeza de praias, além do material resultante de capina e roçada. Tudo isso é levado para a localidade de Vila Verde e tratado de acordo com normas pré-estabelecidas pelas autoridades ambientais. Restos da construção civil também podem ser reaproveitados depois de passar pela usina de reciclagem de entulho, que funciona no local. O trabalho de retirada gratuita pode ser agendado para volumes até 3m3. Acima disso, a retirada deve ser feita por empresa cadastrada e credenciada para o serviço.
Os resíduos sólidos dos serviços de saúde também seguem o tratamento adequado e são incinerados em autoclave. O resíduo orgânico, que contém uma grande quantidade de água que se desprende em forma de “chorume”, líquido, que se descartado inadequadamente representa uma fonte de problemas ambientais, também recebe tratamento, sendo devolvido à natureza com índice de aproximadamente 95 porcento de potabilidade, o que não é próprio para o consumo, mas que não agride o ambiente. Por meio de um convênio com a ANIP – Associação Nacional da Indústria de Pneumática, a Prefeitura também armazena em área coberta pneus que são recolhidos por uma empresa contratada e posteriormente e encaminhados para reciclagem, em São Paulo.
Seguindo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o Município já prepara uma legislação específica para gestão do lixo, com parâmetros na Lei nº 12305/10, que prevê, entre outras coisas, a prevenção e a redução na geração de resíduos, com a prática de hábitos de consumo sustentável e o aumento da reciclagem, além de instituir a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos, sendo os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e os titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos. Um Anteprojeto de Lei está sendo elaborado e será encaminhado em breve à Câmara de Vereadores para ser apreciado e votado. Uma vez que isso aconteça, o prefeito Sabino deve sancionar a Lei que vai nortear todo o trabalho de coleta, tratamento e destinação dos resíduos produzidos na cidade.
Em Rio das Ostras também é realizado o recolhimento gratuito de galhadas, entulhos e lixo de grande porte. A população pode agendar esses serviços pelos telefones 2771-6420 e 2771-6421. O material da poda e corte de árvores é processado no Parque Municipal e depois de 120 dias em média se transforma em um composto orgânico que auxilia na adubação das plantas que ficam nos parques e jardins da cidade.
ECOPONTOS E COLETA SELETIVA – Dar um destino correto aos resíduos é uma atitude consciente para o bem-estar de todos, uma vez que os recursos naturais do planeta não são infindáveis. O superintendente de Serviços Públicos do Município, João Lembo Neto, destaca que a coleta seletiva realizada nos Ecopontos funciona em três lugares, sempre entre 9h e 17h. No Parque dos Pássaros, no Condomínio Bosque Beira-Rio e na sede da ONG Mare, em Boca da Barra, podem ser descartados papelões, plásticos, vidros, pilhas, baterias, entre outros materiais próprios para reciclagem. Ele destaca que a Administração Municipal já trabalha para a ampliação desses locais de descarte do lixo que pode ser reaproveitado e transformado em artesanato e peças decorativas, como, por exemplo, o trabalho realizado pelas artesãs da Ong MARE – Meio Ambiente, Respeito e Esporte, uma organização que atua na transformação do lixo que, adequadamente tratado, pode ser pode ser reutilizado gerando emprego e renda. Até o final do ano, a previsão é de que estejam funcionando 28 ecopontos em toda a cidade.
CONFERÊNCIA AMBIENTAL – No sábado, dia 3, aconteceu a 8ª Conferência Municipal do Meio Ambiente de Rio das Ostras. Mais uma oportunidade para participação dos interessados nesse tema importante para a sociedade. No encontro, que aconteceu no Colégio Municipal Professora América Abdala, foi possível debater questões ligadas à gestão dos resíduos sólidos no Município.
Foram abordados três eixos principais, sendo: Diagnóstico da Gestão de Resíduos no Município; Política Estadual de Resíduos Sólidos e, por fim, Consumo Sustentável. Segundo o secretário do Ambiente, Sustentabilidade, Agricultura e Pesca de Rio das Ostras, Nivaldo Talon, a conferência teve fundamental importância para a definição de políticas públicas visando a sustentabilidade. “Precisamos de mudanças na forma de atuação dos diversos setores da sociedade, seja na esfera governamental, seja no setor produtivo. Também precisamos nos lembrar das diversas organizações da sociedade, chegando então ao cotidiano de cada pessoa, levando em consideração que é possível sim crescer sem degradar a natureza”, destacou.
A 8ª Conferência Municipal de Meio Ambiente foi uma oportunidade de rever e ampliar a noção de desenvolvimento, sempre em busca de uma construção coletiva para gerar qualidade de vida com preocupação ambiental, econômica, social, cultural e ética, onde a população participou e deu a sua contribuição.


